Sua empresa também vai ser uma fintech?
ESTUDOS DE CASO
7 de ago. de 2024
8 minutos de leitura
1.289 fintechs no Brasil, mais de 60% surgiram nos últimos anos, U$ 105 bilhões investidos nas Américas. Números impressionantes, mas a verdadeira revolução não está nas fintechs puras. Está na "fintechzação": empresas tradicionais que descobriram como transformar seus clientes cativos em novas fontes de receita financeira. Sua empresa será a próxima?
Você já sabe que as fintechs são empresas que vieram com iniciativas de simplificar fluxos financeiros, trazer soluções para agilizar processos ou até mesmo ofertar novos serviços com processos menos burocráticos e mais tecnológicos.
Elas estão por toda parte, solucionando problemas que você talvez nem tinha percebido que existiam ainda. É por essas e outras que o cenário de fintechs cresce sem parar no Brasil e no mundo.
Qual o impacto das fintechs no planeta?
Mais de 60% das fintechs brasileiras que existem hoje surgiram de 2016 para cá. De acordo com dados da Distrito, divulgados no Fintech Report 2022, atualmente existem 1289 startups de serviços financeiros no Brasil.
Mesmo com o boom na segunda metade da última década, o potencial de crescimento deste mercado continua bastante claro. E não somente aqui no Brasil. Estudo da KPMG apontou que foram U$105 bilhões em investimento em fintechs nas Américas em 2021.
Outra expressão, no entanto, passou a aparecer no mercado de inovação recentemente: a fintechzação. Ela nasce da visão de futuro proposta por Angela Strange, da Andreessen Horowitz, de que “toda empresa será uma fintech”. Ou seja, é o processo de transformação de empresas de diversos setores em empresas, também, financeiras.
Mas quem são estas empresas e por que elas têm optado por se tornar um pouco mais fintechs?
Como a fintechzação está presente em negócios de setores variados?
Empresas de bens de consumo que agora possuem cartão de crédito ou que dão cashback no pós-compra são exemplos comuns desse fenômeno. Por já terem acesso a milhares de clientes que buscam facilidades financeiras, essa tendência tem sido amplamente observada no mercado de varejo.
“O fluxo transacional das grandes varejistas é massivo. Imagine o leque de oportunidades que elas possuem por conta disso. Ao ofertar produtos financeiros aos agentes envolvidos nesse fluxo, elas geram valor não só para seus clientes, como para fornecedores e parceiros -- e, claro, isso gera receita nova. É um horizonte de crescimento praticamente irrecusável.”, explica Sergio Zanella Irigoyen, CEO da Slice.
Para tornar a jornada do usuário mais interessante e conquistar novos públicos ou fidelizar clientes atuais, a inovação deste mercado mostrou que é possível internalizar processos e manter o cliente dentro do universo da empresa. Em alguns casos, isso se deve à estrutura BaaS, ou Banking as a Service, que oferta integração de operações e serviços financeiros ao negócios tradicionais.
Caso Magalu: uma varejista que 'virou' fintech
A Magazine Luiza, assim como outras empresas do setor, investiu pesado em sua expansão digital nos últimos anos. Além de possuir o seu próprio marketplace e ofertar formas exclusivas de pagamento com cartão da loja ou carnê, em 2020 comprou a Hub Fintech, plataforma completa de serviços como contas digitais e cartão pré-pago.
Com isso, a Magalu garantiu que todos os seus milhões de clientes possuíssem uma conta digital gratuita e integrada ao seu app de e-commerce. Com ela, clientes podem fazer depósitos, transferências, pagamentos e até mesmo saques em lotéricas e lojas físicas.
“Acredito que, atualmente, não basta ter tecnologia no seu negócio, é preciso, também, oferecer tecnologia financeira para seus clientes”, opina Arthur Silveira, CPO da Slice.
Qual o futuro da Fintechzação?
Pode-se dizer que é um caminho sem volta. Especialmente para organizações que lidam diretamente com consumidores finais, que não aceitam mais uma experiência limitada. As companhias que não acompanharem este movimento acabarão perdendo espaço e força competitiva.
Para os varejistas, a urgência de pegar carona neste fenômeno é ainda maior. Pesquisa da Enext mostrou que até 2023, os investimentos em mídia e publicidade em marketplaces devem crescer 550%. O que deixa claro o quanto diferenciais competitivos na experiência de consumo serão essenciais para se destacar frente ao mercado.
E para as outras indústrias? O mercado de serviços financeiros está aquecido como um todo. Quanto maior for a competitividade do setor, maior será a busca por inovação e agilidade nos processos.
E, afinal, sua empresa também se tornará uma fintech?
Respondendo à pergunta do título deste artigo: depende.
Pois é claro que uma empresa que é capaz de criar seus próprios produtos e soluções de experiência larga na frente, tornando-se automaticamente uma marca mais valiosa e competitiva.
Por outro lado, este desenvolvimento todo para a ampliação de produtos e serviços demanda investimento contínuo. Tecnologia proprietária demanda alto conhecimento e dedicação exclusiva de um time especialista, além de apoio ferramental para tudo isso.
Então, talvez a sua empresa vire uma fintech um dia, sim. Ou talvez não. Depende muito do tamanho da ambição do quadro de pessoas gestoras e dos objetivos do negócio.
Vamos conversar mais sobre o tema? Deixe nos comentários como acredita que a fintechzação pode impactar o crescimento de empresas do seu setor.
AUTOR
Marketing Slice
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