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Como o Split Pós Transacional pode destravar modelos de negócio: vantagens e desvantagens e como orquestrar o fluxo mais ágil

ESTUDOS DE CASO
7 de ago. de 2024
6 minutos de leitura

Split de pagamento virou commodity no mercado, mas poucos entenderam a diferença entre transacional e pós-transacional. Enquanto a maioria das empresas aceita ficar amarrada ao processador escolhido, perdendo controle sobre o próprio fluxo financeiro, existe uma alternativa que poucos conhecem. Por que marketplaces maduros estão migrando para um modelo que nem todo fornecedor oferece?

O Split de pagamento é uma ferramenta que surgiu por demanda e necessidade de mercado. Com o aumento considerável do fluxo de pagamentos digitais, se tornou cada vez mais necessária a criação de uma solução para dividir recebíveis entre os agentes envolvidos em uma transação de forma automática, a partir de parâmetros customizáveis.

E a divisão de recebíveis de maneira automatizada não surgiu apenas para facilitar a vida dos setores financeiros das empresas, não. Existia, também, uma dor regulatória dos negócios que possuíam fluxos com vários recebedores.

Em 2016, o Banco Central definiu certas obrigações de liquidação de recebíveis, para garantir transparência e segurança em fluxos financeiros de marketplaces. O Split de Pagamentos, então, surgiu para atuar como intermediador, administrando todos os recebíveis e dividindo e distribuindo de maneira automática os valores.

E porque estou falando disso?

O meu objetivo neste artigo é falar sobre as integrações que o Split possibilita aos negócios e mostrar porque o Split Pós-Transacional é a melhor solução para negócios que tenham vontade e potencial para expansão. Por fim, explico como é possível manter o modelo de negócio operando internamente, dando total controle do fluxo financeiro para as empresas, com o sistema da Slice.

Transacional e Pós-Transacional: os dois modelos de integração do Split

Essa funcionalidade possui dois modelos de integração: o split transacional e o pós-transacional. No Transacional, o marketplace envia as regras de divisão na autorização ou no momento de captura. No Pós-Transacional, as regras de divisão são enviadas após a captura da transação.

Já adianto, aqui, uma questão importante: o Split Pós-Transacional não é ofertado no mercado tradicional. Mas, antes de explicar porque este modelo é muito mais atraente para destravar modelos de negócio e possibilitar escalabilidade da sua empresa, vamos entender um pouco as vantagens e desvantagens do modelo Transacional.

Vantagens do Transacional

Uma das principais vantagens do Split é de ser plug & play, porque se passa a ter um único processador que processa a transação, cuida da agenda e faz todos os repasses. Quando se está em um estágio de negócio focado em dar o start: colocar MVP no ar, buscar uma base de clientes e colocar a marca na rua. Pois é momento de não querer se preocupar com pagamentos, apenas garantir que o fluxo funciona e que o dinheiro está entrando.

E depois? Bom, quando o negócio entra em um bom ritmo de crescimento, naturalmente o modelo de negócio fica mais complicado. Novos fornecedores, novas regras de comissão e repasse e o pagamento passa a ganhar um protagonismo maior no dia a dia da empresa.

É muito comum que o processador de pagamento - que costuma ser uma empresa abrangente, one-size-fits-all, com entregas pasteurizadas - acabe não entendendo exatamente o ramo de negócio do cliente e suas especificações, o que faz com que não possua soluções para fazer adaptações ou customizações para atender novas necessidades deste cliente. Alguns exemplos: a Uber só paga depois que a corrida é feita, o Airbnb só paga depois do check-in do cliente, a Sympla só paga depois do evento realizado, entre outros.

Então o desafio acaba mudando de lado: não está mais em aceitar o pagamento e sim em repassar o pagamento.

E como solucionar este processo? Não existem processadores mais flexíveis? Sim, mas é comum que acabe oferecendo diversas APIs, o que força o cliente a investir em TI para desenvolver dentro de casa uma camada extra de inteligência para adaptar os seus processos ao deste processador. E é aí que começam a surgir as desvantagens.

Desvantagens do Transacional

A principal desvantagem é a necessidade de se fazer um grande investimento em TI baseado em regras de um processador específico e, com isso, fazer com que a empresa fique entrelaçada com este fornecedor. É claro que se um dia quiser trocar o processador, poderá o fazer, porém perderá o investimento em desenvolvimento porque com certeza terá de refazer toda a integração para um novo fornecedor.

Somado a isso, como cada processador tem a sua tecnologia e o seu método de fazer split, trocar de processador também envolve refazer uma parte importante do e-commerce: o check-out. E isso pode afetar vendas e acarretar em erros no processo, sem falar que toda a base de sellers precisa ser migrada.

Quando a empresa cresce, também cresce o plano de negócio e é natural que se queira passar a querer oferecer serviços financeiros, tanto para seus clientes finais quanto para sellers e parceiros. Afinal um marketplace é um intermediador de transações e os sellers esperam uma série de funcionalidades financeiras, como antecipação de recebíveis e linhas de crédito garantidas com suas vendas.

No Split Transacional, feito por um processador de pagamentos, todo o fluxo do dinheiro passa por dentro dele apenas, e é ele quem fica com todas as receitas financeiras: na transação, nos juros de antecipação e crédito, nas tarifas de conta, intercâmbio em cartões pré-pagos, aplicação dos saldos em contas, entre outros. Na prática, os sellers também viram clientes do processador, pois clientes estarão sendo levados a ele, no fim das contas.

Por que o Pós-Transacional destrava modelos de negócio?

Tendo tudo isso posto na mesa, o Split Pós-Transacional passa a ser a solução para aquelas empresas em estágio avançado de maturidade, onde a liberdade, independência e a capacidade de customização são fundamentais. O modelo de negócio permanece ‘dentro de casa’, porque passa a ser aplicado no fluxo do dinheiro como um todo, e não na transação.

Só assim a empresa pode internalizar, de fato, o seu modelo financeiro e controlar o fluxo independente de quem processa a transação. É o modelo Pós-Transacional que permite montar como se fosse um Lego, no qual você pode escolher a plataforma de e-commerce, as adquirentes, o BaaS, o ERP, o FIDC, banco para funding, ou qualquer outro participante do fluxo.

Mas como, de fato, tornar tudo isso realidade dentro do modelo de negócio da sua empresa? A Slice atua como a ‘cola’ entre todas as plataformas que passam dentro do fluxo financeiro da empresa.

Conectando e orquestrando todos eles e principalmente, organizando os fluxos internos de controle nas áreas financeiras como tesouraria, contas a receber, contas a pagar, contábil, fiscal, controladoria, entre outros. O dinheiro passa a fluir de forma organizada, automatizada e com a empresa possuindo total controle e visibilidade do seu sistema.

E por se tratar de ‘diferentes dinheiros’, por abarcar valores de terceiros, diferente de uma venda “tradicional”, o repasse de cada envolvido possui características próprias. Em um modelo tradicional, utilizando um processador de Split Transacional, tudo referente a sellers externos fica fora do controle da empresa. No modelo Pós-Transacional operado pela Slice, o fluxo completo fica dentro do controle da empresa. Garantindo uma gestão organizada e o melhor dos dois mundos: todas as vantagens de uma plataforma de implementação fácil e ágil e com total controle do fluxo.

É isso o que chamamos de Sistema Operacional do Dinheiro.

AUTOR

Arthur Silveira

Arthur Silveira é CPO da Slice. Empreendedor serial, especialista em negócios e soluções de pagamentos. Slice: AI-powered ledger for enterprise.

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