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Por que o PIX é pouco explorado no universo PJ?

ESTUDOS DE CASO
7 de ago. de 2024
6 minutos de leitura

R$ 10 trilhões movimentados via Pix em 2022, mas apenas 5% das chaves são de empresas. Enquanto pessoas físicas abraçaram os pagamentos instantâneos, o universo corporativo permanece hesitante. Por que uma tecnologia tão revolucionária encontra resistência no B2B? A resposta revela um problema muito maior sobre como empresas ainda pensam sobre dinheiro.

Em 2022 foram mais de R$ 10 trilhões movimentados via Pix, conforme informações do Banco Central. O número de usuários cadastrados na plataforma, chamada de DICT ou Diretório de Identificadores de Contas Transacionais, bateu 141 milhões no mês de dezembro e a quantidade de chaves registradas passa dos 550 milhões.

Mas sabe quantas dessas chaves são de Pessoas Jurídicas? Apenas 5%.

A expectativa é de que o mercado global de pagamentos em tempo real irá crescer ainda mais em 2023. De acordo com pesquisa da GrandView Research, a projeção é de uma expansão de 33% até 2028.

A flexibilidade oferecida pelos pagamentos em tempo real aos consumidores e empresas ao fazer e receber transações deverá impulsionar o crescimento das mesmas. Seu poder ajuda as empresas a fortalecer seus fluxos de caixa que, por sua vez, melhoram a eficiência operacional, o orçamento e o gerenciamento geral de caixa.

O cenário do B2B para implementação de pagamentos instantâneos

A resposta mais direta é de que o Pix necessita de mais camadas de tecnologia e serviço para serem mais atraentes para o universo de Pessoas Jurídicas.

Porém apesar da resposta ser simples, a solução não. Porque simplesmente não se muda uma estrutura que demorou décadas para ser construída na mesma velocidade com que se faz um Pix.

Qual é a complexidade desta estrutura?

Para início de conversa, os processos envolvendo dinheiro dentro de uma empresa possuem diversas camadas além das que o público Pessoa Física está acostumado. Não somente camadas operacionais como de duplicatas, boletos, cheques e todas as operações de Banking como alçadas de aprovação e conciliação.

E a estrutura que opera hoje já prevê essas camadas na operação. Para o Pix entrar nesta esteira, ainda precisa evoluir mais. Porém não depende apenas do Banco Central para isso.

“É necessária uma automação de pagamentos massivos por ERPs, afinal, empresas gigantes não podem fazer as transações manualmente uma por uma. Também é preciso incluir no fluxo todas as estruturas de controle e aprovação. Porque, quanto maior é a organização e mais complexo é o fluxo do dinheiro, é preciso incluir camadas de aprovação dentro das ferramentas de banking. Isso sem contar ferramentas de conciliação e estruturas de funding como garantias em operação e desconto de duplicata”, reforça Arthur Silveira, CPO da Slice.

Até porque a questão da instantaneidade não será o maior atrativo para o desenvolvimento de um fluxo do dinheiro no contexto B2B. O universo de Pessoas Jurídicas não busca apenas mais velocidade ou conveniência para os envolvidos. É uma questão de segurança e controle de risco em todas as camadas de operação.

Então Pix não faz sentido para B2B? Depende.

A adoção de um método de pagamentos instantâneos pode, sim, fazer sentido para determinadas empresas. Umas com mais urgência do que outras em função de terem ganhos mais claros com essa implementação e outras que evoluirão naturalmente, na medida em que determinados empreendedores irão puxar à frente deste desafio e construir essas camadas necessárias.

“Ressalto que não é porque existe uma nova tecnologia ou alguma inovação específica por aí que ela está pronta para todos os segmentos ou, ainda, que já se sabe todo o potencial de até onde ela pode chegar”, provoca Arthur.

Se a sua empresa vislumbra oportunidade de negócio na adoção de um sistema robusto que englobe todas estas camadas, permaneça na leitura deste artigo e surpreenda-se.

MoneyOS: o Sistema Operacional do Dinheiro

Para englobar todas estas camadas de tecnologia necessária e ainda oferecer agilidade e inteligência de dados, é preciso construir um sistema operaciona, independente do meio de pagamentol. Na Slice, chamamos de Sistema Operacional do Dinheiro: o MoneyOS.

O MoneyOS opera conectando e orquestrando todos os softwares, pagamentos e banking do universo de fluxo de dinheiro da empresa. Possibilitando, assim, garantir transparência e segurança quanto a todas as transações e ainda viabilizar projetos novos que pareciam impossíveis de operacionalizar.

O MoneyOS impactará em novos modelos de negócio?

Pense em um processo de trabalho onde existe conciliação em tempo real. Tudo automatizado dentro de um fluxo inteligente e, o mais importante, confiável.

Tenha uma estrutura sob medida para o seu negócio. É o time interno, os fornecedores e os parceiros na mesma esteira.

Ao mesmo tempo em que carros já se dirigem sozinhos e temos robôs visitando Marte, a evolução das transações digitais, o surgimento de novas tecnologias e a expansão dos meios de pagamento, com certeza os modelos de negócio serão transformados para acompanhar novas demandas.

O MoneyOS é um sistema operacional feito exatamente para que toda essa operação seja ágil, inteligente e fácil de acompanhar. Por meio de dashboards, você terá a visão nítida de todas as transações de dinheiro acontecendo em tempo real.

AUTOR

Sergio Irigoyen

Sergio Irigoyen é CEO e Cofundador da Slice: AI-powered ledger for enterprise.

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