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A transformação dos modelos de negócio e a difícil tarefa de inovar

NEWS E INSIGHTS
7 de ago. de 2024
8 minutos de leitura

A pandemia não foi o início, foi apenas o estopim que revelou fraturas já existentes nos modelos de negócio tradicionais. Entre desconfiança sistêmica, burnout generalizado e a pressão por inovação constante, executivos enfrentam um labirinto onde cada decisão pode determinar sobrevivência ou crescimento. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas sobre o futuro dos negócios?

Para além de todo o sofrimento humano que causou, e ainda causa, a pandemia da Covid-19 alavancou um movimento de transformação nas economias ao redor do mundo. O ponto de partida para muitos empresários foi um cenário de ameaça de recessão global. Mas a verdade é que, antes de 2020, diversos mercados já estavam frágeis.

A diferença é que um Cisne Negro - como o autor Nassin Taleb se refere a “algo imprevisível e raro, que impacta a economia como um todo” - traz à tona a necessidade de tomada de decisões ainda mais estratégicas, sem muita margem para erro.

Porque o sucesso demanda ações decisivas e antecipadas. E não apenas para que se possa gerenciar gastos, proteger talentos e acelerar o processo de crescimento da empresa, mas para garantir segurança em tempos difíceis e mais: garantir uma evolução saudável e sustentável.

Fatores macro da economia mundial que devem ficar no radar dos executivos que não querem ficar para trás:

1) A sensação de desconfiança é sistêmica

O mercado já estava frágil antes da pandemia. A confiança das pessoas estava em baixa e já havia crise econômica em alguns mercados. Ainda haverá um longo caminho para que se saiba lidar com o efeito cascata nas cadeias de suprimentos, com as consequências dos movimentos de layoff em diversos segmentos e com a sensação de desconfiança com marcas por parte dos consumidores.

Tudo está perdido, então? Depende de como se vai lidar com esta desconfiança.

É importante que executivos continuem questionando se seus consumidores permanecem fiéis e monitorando se a experiência com sua marca está adequada e satisfatória - tanto com seus clientes quanto com seus parceiros estratégicos.

2) Conexão personalizada e a importância de database

Cada vez é mais relevante a construção de uma conexão personalizada e adequada às necessidades de quem irá se relacionar com a marca para conquistar confiança e lealdade. E, para que isso seja possível, é preciso que as empresas sejam cada vez mais data driven based.

Para a construção de uma conexão personalizada, ou abordagens onde o cliente está no centro, os negócios precisam de uma infinidade de dados. Isso acaba gerando um efeito cascata nos processos de trabalho, pois o desafio não é somente de criar clusters e ofertas específicas, mas também a necessidade de se ter visibilidade dos dados do negócio em si, numa relação de controle entre customização versus lucro nesta jornada de hiper customização.

3) A relação dos profissionais com o trabalho mudou

O processo de digitalização do trabalho já vinha ocorrendo, mas a adoção de práticas de trabalho remoto ou híbrido transformou a relação dos profissionais com o trabalho. A dinâmica entre líderes e liderados se adaptou e a lógica de produtividade está se adequando a este novo modelo - ou novos modelos.

Na prática, entretanto, ocorreu uma reação em cadeia de burnout: colaboradores tendo que fazer mais com menos e sem a real capacidade de fazer. Porque, sim, tempos de crise demandam mais trabalho. Mas para que se possa demandar mais produtividade e eficácia, as empresas precisam repensar velhos processos e fluxos de trabalho.

Para evitar um ambiente tóxico e com alta rotatividade, é preciso reavaliar fundamentos antigos, pensar na satisfação dos colaboradores e evitar sobrecarga e esgotamento para, assim, manter uma equipe engajada e capaz de ser o motor de crescimento que as companhias almejam.

Por tudo o que já foi citado, é evidente que o desafio dos setores de recursos humanos é imenso. Organização estratégica, orçamento reduzido ou dificuldade de aumento no orçamento somados à criação de novos produtos ou serviços, surgimento de novos projetos e necessidade de desenvolvimento?

Manter o quadro dos times e lutar por novos funcionários será bastante desafiador daqui pra frente, então é preciso criatividade. Também pensando na mudança de relação dos profissionais com o trabalho, as lideranças executivas terão de investir pesado na criação de uma cultura organizacional sedutora.

4) ESG precisa ser prioridade

Não é novidade, mas questões sociais, ambientais e de governança são cada vez mais determinantes para que clientes, parceiros e colaboradores se identifiquem com marcas. Não há mais espaço para não lidar com a necessidade de se ter um negócio sustentável e que atua ativamente para um mundo melhor.

A evolução dos processos visando a escalabilidade dos negócios também pode trazer reflexos positivos para as empresas com esforços na redução da emissão de carbono (Carbon Footprint), ainda que seja uma iniciativa em desenvolvimento.

Para além da pressão de clientes, investidores, reguladores e funcionários, é algo importante para o futuro do planeta e o bem estar de todos que se relacionam com a marca, afinal de contas.

5) Ficar de olho no surgimento de tecnologias emergentes sem jogar toda a responsabilidade para as áreas de TI

Por fim, algo que também pode soar bastante óbvio: nunca desviar o olhar de tecnologias emergentes. Com a velocidade que a evolução tecnológica vem correndo ao redor do mundo, também é algo desafiador.

Inteligência Artificial adaptável a diferentes cenários, engenharia de plataforma, tecnologia sustentável, o próprio metaverso, os superapps, enfim, tudo isso mudou e continuará mudando as empresas, a comunicação e a sociedade como um todo.

Para capturar as oportunidades, é fundamental entender o que, quando e como as principais tecnologias impactarão suas ambições estratégicas nos próximos anos. Sabendo como filtrar quais “modas tecnológicas” efetivamente precisam ser implementadas na sua empresa e, mais importante do que isso, como devem ser implementadas.

Porque, sim, é preciso que empresas que buscam inovar e ir além no seu segmento tenham cultura de experimentação, mas com um método de avaliação consistente.

Pois a tarefa de inovar não é um jogo de “vamos fazer tudo o que vier pela frente” ou um fardo para as áreas de Tecnologia da Informação - sabemos que muitas vezes é o time de TI que ganha essa tarefa de “presente! em roadmaps enormes.

A busca por um ambiente onde seja possível a experimentação, sem colocar em risco o que já está dando certo, sem que exista uma pressão para “dar certo” em todas as iniciativas que forem tocadas é, de fato, o grande desafio dos executivos que estão na linha de frente na construção dos novos gigantes do mercado.

AUTOR

Marketing Slice

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